CARACTERÍSTICAS DA PROPOSTA DE WALLON
A
gênese da inteligência para Wallon é genética e organicamente social, ou seja,
“o ser humano é organicamente social e sua estrutura orgânica supõe a
intervenção da cultura para se atualizar” (Dantas, 1992). Nesse sentido,
a teoria do desenvolvimento cognitivo de Wallon é centrada na psicogênese da
pessoa completa.
A criança, para Wallon, é essencialmente emocional
e gradualmente vai constituindo-se em um ser sócio-cognitivo. O autor estudou a
criança contextualizada, como uma realidade viva e total no conjunto de seus
comportamentos, suas condições de existência.
Antes do surgimento da linguagem falada, as crianças comunicam-se e
constituem-se como sujeitos com significado, através da ação e interpretação do
meio entre humanos, construindo suas próprias emoções, que é seu primeiro
sistema de comunicação expressiva. Estes processos comunicativos-expressivos acontecem
em trocas sociais como a imitação. Imitando, a criança desdobra,
lentamente, a nova capacidade que está a construir (pela participação do outro
ela se diferenciará dos outros) formando sua subjetividade. Pela imitação, a
criança expressa seus desejos de participar e se diferenciar dos outros
constituindo-se em sujeito próprio.
A
passagem dos estágios de desenvolvimento não se dá linearmente, por imitação,
mas por reformulação, instalando-se no momento da passagem de uma etapa a
outra, crises que afetam a conduta da criança.
Psicogenética, essencialmente
sociocultural e relativista, com forte lastro orgânico, a teoria de Wallon considera o desenvolvimento da pessoa completa
integrada ao meio em que está imersa, com os seus aspectos afetivo, cognitivo e
motor também integrados.
A obra de
Henri Wallon é perpassada pela idéia de que o processo
de aprendizagem é dialético: não é adequado postular verdades absolutas,
mas, sim, revitalizar direções e possibilidades.
Uma das consequências desta postura é a crítica às concepções reducionistas: Wallon propõe o estudo da pessoa completa, tanto em relação a seu caráter cognitivo quanto ao caráter afetivo e motor. Para Wallon, a cognição é importante, mas não mais importante que a afetividade ou a motricidade.
Uma das consequências desta postura é a crítica às concepções reducionistas: Wallon propõe o estudo da pessoa completa, tanto em relação a seu caráter cognitivo quanto ao caráter afetivo e motor. Para Wallon, a cognição é importante, mas não mais importante que a afetividade ou a motricidade.
Baseou
suas idéias em quatro elemento básicos que
se comunicam o tempo todo: afetividade, emoções, movimento e a formação do eu e o outro.
Afetividade e emoções:
As transformações fisiológicas em uma criança revelam traços importantes de caráter e personalidade. A emoção é altamente orgânica, altera a respiração, os batimentos cardíacos e até o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer.
Movimento:
A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação. Conforme Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa.
A motricidade, portanto, tem caráter pedagógico tanto pela qualidade do gesto e do movimento quanto por sua representação. Conforme Wallon, a escola infelizmente insiste em imobilizar a criança numa carteira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessária para o desenvolvimento completo da pessoa.
Formação do eu e o outro:
A construção do eu na teoria de Wallon depende essencialmente do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso se dá aos 3 anos de idade, a hora de saber que “eu” sou. “Manipulação, sedução e imitação do outro são características comuns nessa fase.
A construção do eu na teoria de Wallon depende essencialmente do outro. Seja para ser referência, seja para ser negado. Principalmente a partir do instante em que a criança começa a viver a chamada crise de oposição, em que a negação do outro funciona como uma espécie de instrumento de descoberta de si própria. Isso se dá aos 3 anos de idade, a hora de saber que “eu” sou. “Manipulação, sedução e imitação do outro são características comuns nessa fase.
REFERÊNCIAS:
GALVÃO, Izabel. Henri
Wallon: Uma função dialética do
desenvolvimento infantil. 17. ed. Rio de janeiro. Vozes, 2008.
Disponível em:
Disponível em:
<http://www.slideshare.net/nataliabelchior/livro-2-contribuies-da-psicologia-para-a-educao-infantil>
Disponível em:






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